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Whey Protein (proteínas)
Carolina A. Falcoski
Graduanda em Nutrição
O que é?
A Leucina (Leu) é um aminoácido neutro de cadeia ramificada, que pode ser também classificado como essencial, já que os humanos não são capazes de sintetizar seu esqueleto de carbono e por isso, deve ser fornecido pela dieta.[1]
Figura 1 . Fórmula Estrutural do aminoácido Leucina
De acordo com o documento proposto pelo comitê do Food and Nutrition Board/ Institute of Medicine dos Estados Unidos, nomeado Dietary Reference Intakes (DRI), a recomendação diária de leucina para indivíduos saudáveis é de 55mg por grama de proteína.[2] As principais fontes deste aminoácido são os alimentos protéicos, como carnes, e as leguminosas.
Sabe-se que alguns aminoácidos específicos podem interferir no turnover protéico funcionando como moléculas sinalizadoras. Assim, foi descoberta a capacidade de estimulação da síntese protéica in vitro pela leucina, independentemente de quaisquer alterações hormonais.[3] Dessa forma, passou-se a investigar os possíveis efeitos da suplementação com este aminoácido.
Suplementação e Uso terapêutico
A leucina é o aminoácido de cadeia ramificada mais explorado até o momento devido a suas propriedades isoladas. Estudos demonstraram que sua administração em altas concentrações pode promover ações anti-catabólicas, como a atenuação do catabolismo do músculo esquelético durante perda de peso, facilitação do processo de cicatrização e melhoria do turnover protéico em indivíduos de idade mais avançada.[4] Além do músculo esquelético, a inibição da degradação protéica também foi observada no fígado.[5]
Além desta propriedade, outras pesquisas têm demonstrado que a suplementação em altas doses de leucina pode estimular a síntese protéica muscular – efeito que pode ser melhorado pela secreção de insulina em resposta a dose deste aminoácido.[5] Garlick (2005) em um estudo publicado no Journal of Nutrition,[5] concluiu que o papel da leucina in vivo é fornecer um sinal de que aminoácidos estão disponíveis, juntamente com a disponibilidade de energia sinalizada pela insulina, para que síntese protéica seja estimulada.[5]
Em resumo, os resultados apresentados sugerem que a suplementação com leucina pode ser uma estratégia nutricional efetiva para limitar a perda de proteínas musculares, principalmente durante o envelhecimento.[6]
Efeitos Adversos
Apesar da leucina não estimular a neoglicogênese assim como a alanina, [4] sabe-se que a leucina aumenta a sensibilidade à insulina. Portanto, sugere-se que sua suplementação em altas doses e a longo prazo pode prejudicar o metabolismo da glicose [4], podendo conduzir a resistência insulínica decorrente de hiperglicemia prolongada.[5] Os efeitos deletérios na função renal com o passar dos anos também não podem ser descartados.[6] [7]
Referências Bibliográficas
[1] Cardoso, MA. Nutrição Humana – Nutrição e Metabolismo. Edição. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2006.Cap 1 – p 4.
[2] Food and Nutrition Board. Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for Energy, Carbohydrate. Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein, and Amino Acids(2002/2005). Disponível em: www.nap.edu
[3] Nunes EA, Fernandes LC: Atualizações sobre β-hidroxi-β-metilbutirato: suplementação e efeitos sobre o catabolismo de proteínas. Rev. Nutr., Campinas 2008, 21(2):243-251.
[4] Zanchi NE, Nicastro H and Lancha Jr AH: Potential antiproteolytic effects of L-leucine: Observations of in vitro and in vivo studies. Nutrition & Metabolism 2008, 5:20.
[5] Garlick PJ: The Role of Leucine in the Regulation of Protein Metabolism. The Journal of Nutrition 2005, 135:1553S-1556S.
[6] Rieu I, Balage M, Sornet C, Giraudet C, Pujos E, Grizard J, Mosoni L and Dardevet D: Leucine supplementation improves muscle protein synthesis in elderly men independently of hyperaminoacidaemia. J Physiol 2006, 575.1 pp 305–315.
[7] Fliser D, Zeier M, Nowack R & Ritz E (1993). Renal functional reserve in healthy elderly subjects. J Am Soc Nephrol 3, 1371–1377.
